Evidenciação dos Itens Ambientais nas Empresas do Setor de Mineração de Metálicos Cadastradas na BM&FBOVESPA

Kelly Rodrigues Batista, Janaina Ferreira Marques de Melo, José Ribamar Marques de Carvalho

Resumo


A evidenciação dos itens ambientais pode contribuir no processo de preservação e proteção ambiental, no intuito de demonstrar todas as ações que são desenvolvidas nas questões ambientais com um detalhamento dos valores entre a empresa e o meio ambiente. Dessa forma, o presente estudo teve como objetivo geral identificar de que maneira estão sendo evidenciados os itens ambientais nos documentos oficiais das empresas no setor de mineração de metálicos cadastradas no BM&FBOVESPA no período de 2009 a 2013. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa, descritiva e documental, no qual se utilizou da técnica de análise de conteúdo dos itens ambientais contidos nas Notas Explicativas, nos Relatórios da Administração e nos Relatórios de Sustentabilidade de quatro empresas do setor de mineração. Constatou-se que os principais itens ambientais divulgados foram os investimentos com certificados da gestão ambiental, multas provisionadas, custos com licenciamentos, processos e sanções; e despesas com consumo de energia, uso da água, efluentes líquidos e resíduos sólidos. Contudo, o resultado da pesquisa revelou que não são divulgados os itens ambientais de forma suficiente para uma análise mais profunda.


Palavras-chave


Gestão Ambiental. Contabilidade Ambiental. Itens ambientais.

Referências


Adams, C. A.; González, C. L. (2007). Engaging with organisations in pursuit of improved sustaintability accounting and performance. Accounting, Auditing & Accountability Journal, 20:3, pp. 333-355.

Bardin, L. (1995). Análise de conteúdo. Lisboa: Persona.

Bernardo, M. L.; Machado, D. C. (2010). Contabilidade e Gestão Ambiental: um estudo de caso sobre o disclosure ambiental da companhia Petróleo Brasileiro S.A. (PETROBRAS). In: Congresso Internacional de Administração; Gestão Estratégica: Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade.

Beuren, L. M. (2006). Como Elaborar Trabalhos Monográficos em Contabilidade: teoria e prática, 3. ed., 2. reimpressão. São Paulo: Atlas.

BM&FBOVESPA. Empresas Listadas na BM&FBOVESPA (2014) do setor de atuação Materiais Básicos, pertencentes ao Subsetor Mineração, do Segmento Minerais Metálicos. Disponível em: ˂http://www.bmfbovespa.com.br/Cias-Listadas/Empresas-Listadas/BuscaEmpresaListada.aspx?segmento=Minerais+Met%C3%A1licos&idioma=pt-br˃. Acesso em: 20 ago. 2014.

BM&FBOVESPA. Índice de Sustentabilidade Empresarial – ISE. Disponível em: ˂http://www.bmfbovespa.com.br/indices/ResumoIndice.aspx?Indice=ISE&idioma=pt-br˃. Acesso em: 13 jan. 2015.

Bonelli, V. V.; Robles Jr., A. (2013). Contabilidade ambiental como ferramenta para o gerenciamento sustentável. Revista Científica Hermes, n. 9, p. 19-38.

Braga, Célia (Org.). (2007). Contabilidade Ambiental: ferramenta para gestão de sustentabilidade. São Paulo: Atlas.

Calixto, L. (2013). A divulgação de relatórios de sustentabilidade na América Latina: um estudo comparativo. Revista de Administração (FEA-USP), v. 48, p. 828-842.

Cardoso, V. I. C.; De Luca, M. M. M.; Almeida, T. A. (2012). Práticas de disclosure econômico e socioambiental nas maiores empresas do Brasil. Anais do Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente (ENGEMA), 14, 2012. São Paulo: EBAPE/FGV.

Carvalho, G. M. B. de. (2007). Contabilidade Ambiental: teoria e prática. Curitiba: Juruá.

Carvalho, L. N.; Kassai, J. R. (2013). Relato Integrado. In: FONTES FILHO, J. R.; LEAL, R. P. C. O futuro da governança corporativa: desafios e novas fronteiras. 1. ed. São Paulo: Saint Paul.

CITRA DO BRASIL. Citra do Brasil Comércio Internacional Ltda. Disponível em: ˂http://www.citra.com.br/˃. Acesso em: 12 jan. 2015.

ETHOS. Instituto Ethos. Curso Uniethos: Relatório de Sustentabilidade no modelo GRI. Disponível em: . Acesso em: 29 nov. 2014.

Ferreira, A. C. de S. (2007). Contabilidade Ambiental: uma informação para o desenvolvimento sustentável – Inclui Certificados de Carbono. 2. ed. São Paulo: Atlas.

Fragalli, A. C.; Panhoca, L.; Gonzáles, A. D.; Almeida, L. B.; Costa, M. C. (2014). Relato Integrado de uma propriedade agrícola: um estudo de caso com base no framework do International Integrated Reporting Council (IIRC). Anais do XXI Congresso Brasileiro de Custos. Gestão de custos no Brasil Pós-Copa 2014 e Pré-Olimpíadas 2016, 17 a 19 de novembro de 2014. Natal-RN.

Freedman, M.; Wasley, C.; Patten, Dennis M. (2004). Evidence on the pernicious effect of financial report environmental disclosure. Accounting Forum, 28, p. 27-41.

Freitas, C. C. de O.; Strassburg, U. (2007). Evidenciação das informações ambientais nas demonstrações contábeis de empresas do setor de papel e celulose brasileiras. Anais do VI Seminário do Centro de Ciências Sociais Aplicadas de Cascavel. Centro de Ciências Sociais Aplicadas da UNIOESTE, Campus Cascavel, 04 a 06 junho de 2007.

Gil, A. C. (2002). Como Elaborar Projetos de Pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas.

LITEL PARTICIPAÇÕES S.A. Nota Explicativa da Litel Participações S.A. para o exercício findo em 31 de dezembro de 2013. In: BM&FBOVESPA. Disponível em: . Acesso em: 14 jan. 2015.

Machado, D. P.; Ott, E. (2015). Estratégias de Legitimação Social Empregadas na Evidenciação Ambiental: Um Estudo à Luz da Teoria da Legitimidade. Revista Universo Contábil, FURB, Blumenau, v. 11, n. 1, p. 136-156, jan./mar.

MANABI S.A. Relatório de Sustentabilidade da Manabi S.A. para o exercício findo em 31 de dezembro de 2013. In: BM&FBOVESPA. Disponível em: . Acesso em: 16 jan. 2015.

Mathews, M. R. (1997). Twenty-five years of social and environmental accounting research. Is there a silver jubilee to celebrate? Accounting, Auditing & Accountability Journal, v. 10, n. 4, p. 481-531. @MCB University Press, 0951-3574.

Medley, P. (1997). Environmental accounting – what does it mean to professional accountants? AAAAJ 10.4. Accounting, Auditing & Accountability Journal, v. 10, n. 4, p. 594-600. @MCB University Press, 0951-3574.

Melo, J. F. M. de; Diniz, K. L. A.; Batista, F. F. (2012). Evidenciação ambiental no setor calçadista: um estudo nas empresas cadastradas na Bovespa. Anais do XIV Congresso Brasileiro de Custos. A Internacionalização das empresas como fator estratégico para o crescimento. 12 a 14 de novembro de 2012, Bento Gonçalves – RS.

MMX S. A. Notas Explicativas da MMX S. A. para o exercício findo em 31 de dezembro de 2013. Nota Explicativa da MMX S.A. para o exercício findo em 31 de dezembro de 2011. In: BM&FBOVESPA. Disponível em: . Acesso em: 16 jan. 2015.

MMX S. A. Relatório de Sustentabilidade da MMX S.A. para o exercício findo em 31 de dezembro de 2013. In: BM&FBOVESPA. Disponível em: . Acesso em: 16 jan. 2015.

Mussoi, A.; Van Bellen, H. M. Evidenciação ambiental: uma comparação do nível de evidenciação entre os relatórios de empresas brasileiras. RCO – Revista de Contabilidade e Organizações – FEA-RP/USP, v. 4, n. 9, p. 55-78, mai-ago 2010.

Murray, A.; Sinclair, D.; Power, D.; Gray, R. (2006). Do financial markets care about social and environmental disclosure? Further evidence and exploration from the UK. Accounting, Auditing & Accountability Journal, v. 19, n. 2, p. 228-255.

Oliveira, A. F.; Machado, D. G.; Beuren, I. M. (2012). Evidenciação ambiental de empresas de setores potencialmente poluidores listadas no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). Revista de Gestão Social e Ambiental, v. 6, n. 1, p. 20-37.

Paiva, P. R. de. (2009). Contabilidade ambiental: Evidenciação dos Gastos Ambientais com Transparência e Focada na Prevenção. São Paulo: Atlas.

Pordeus A. M. de O. G.; Melo, J. F. M. de; Reis, C. Q. (2013). Evidenciação dos passivos ambientais preconizados no Questionário ISE: um estudo de caso da empresa do setor de Mineração Vale S/A registrada na Bovespa. Anais do XV Engema – Encontro Internacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente – Ética e Sustentabilidade Socioambiental na Empresa Inovadora. Universidade de São Paulo, 02 e 03 de dezembro de 2013.

Ribeiro, A. M.; Carmo, C. H. S.; Carvalho, L. N. G. de. (2013). Evidenciação ambiental: regulamentar é a solução para falta de comparabilidade e objetividade? Revista de Contabilidade e Organizações, v. 17, p. 6-21.

Ribeiro, M. de S. de. (2010). Contabilidade Ambiental. 2. ed. São Paulo: Atlas.

Rosa, S. F.; Lunkes, J. R. (2005). Revolução verde: a gestão ambiental auxiliando a transformar o fantasma da poluição ineficiente em vantagem competitiva. Anais do IX Congresso Internacional de Custos – Florianópolis, SC, Brasil.

Rover, S.; Santos, S. (2013). Divulgação do Relatório de Sustentabilidade e Custo de Capital Próprio de Companhias Abertas no Brasil. Anais do XXXVII Encontro da ANPAD. Enanpad 2013. Rio de Janeiro, 07 a 11 de setembro de 2013.

Santos, A. O.; Silva, F. B. da; Souza, S. L de; Souza, M. F. R. (2001). Contabilidade Ambiental: Um estudo sobre sua aplicabilidade em empresas brasileiras. Revista Conta¬bilidade & Finanças, USP, São Paulo, v. 16, n. 27, p. 89-99, set./dez.

Tinoco, J. E. P.; Kraemer, M. E. P. (2008). Contabilidade e gestão ambiental. São Paulo: Atlas.

Vale S.A. Nota Explicativa da Vale S.A. para o exercício findo em 31 de dezembro de 2013. Relatórios da Administração da Vale S.A. para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010; e 31 de dezembro de 2013. In: BM&FBOVESPA. Disponível em: . Acesso em: 14 jan. 2015

Vale S.A. Relatórios de Sustentabilidade da Vale S.A. para o exercício findo em 31 de dezembro de 2010; de 31 de dezembro de 2011; de 31 de dezembro de 2012; de 31 de dezembro de 2013 In: BM&FBOVESPA. Disponível em: . Acesso em: 14 jan. 2015.


Texto completo: PDF



Licença Creative Commons
Este trabalho está licenciado sob uma Licença Creative Commons Attribution 3.0 .

Rev. Gest. Ambient. Sustentabilidade, São Paulo, SP, Brasil. e-ISSN: 2316-9834

Rua Vergueiro, 235/249 - Liberdade, São Paulo - SP (Brasil), Cep: 01504-000